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Atividade agrícola cresce 3% durante pandemia, indica agtech

15/06/20
sri_adm

Atividade agrícola cresce 3% durante pandemia, indica agtech

Uma análise feita a partir de monitoramento via satélite de 1,3 milhão de hectares de “safrinha” indica que os produtores não só não diminuíram, mas aumentaram levemente a atividade agrícola durante a pandemia.

De acordo com a TerraMagna, startup que tem sede em São José dos Campos, no Estado de São Paulo, a fração plantada nesta área cresceu de 70% para 73% na comparação entre 2020 e 2019.

A agtech utiliza um sistema de satélites e inteligência artificial em sua atuação de mitigação de riscos para concessão de crédito rural e, assim, monitorou dezenas de propriedades neste ano.

Segundo eles, a diferença de percentual não tem relevância estatística, por considerar um universo limitado de propriedades, mas sugere não ter havido redução da área plantada ou da atividade agrícola na área analisada.

Outro indicador de que a atividade agrícola não caiu é a contratação de crédito rural. De acordo com o Ministério da Agricultura, a prática cresceu 8% nos sete primeiros meses do Plano Safra 2019/2020, que começou em julho do ano passado, e já soma R$ 116,7 bilhões.

Novo serviço

TerraMagna, inclusive, lançou um serviço para atuar como facilitador na negociação entre produtores rurais e revendas de insumos, garantindo o acesso a crédito por meio de Cédula de Produto Rural (CPR).

A startup recebe as CPRs direto das revendas e realiza uma análise por meio de seu sistema de monitoramento de lavouras para prever como serão as produções.

“Hoje, o produtor rural pode ficar dependente de um único fornecedor e a revenda pode correr riscos se vender fiado. Nosso novo serviço analisa a CPR que a revenda recebeu do produtor e assim é possível saber exatamente quais cédulas serão pagas corretamente e quais têm um risco maior”, explica o CTO da TerraMagna, Bernardo Fabiani.

A partir dessa análise, a agtech irá negociar com investidores do mercado de capitais que poderão “comprar” essas CPRs e realizar o pagamento ao distribuidor já no início da safra.

“Nosso objetivo é promover essa conectividade com os facilitadores de crédito, trazendo vantagens para as revendas e os produtores”, concluiu Fabiani.

 

Fonte: Ag Evolution