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Confap chama a atenção para necessidade de aproximar comunidade científica da sociedade

10/12/19
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Confap chama a atenção para necessidade de aproximar comunidade científica da sociedade

O auditório da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) sediou a abertura da última reunião ordinária do Fórum do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) de 2019. A cerimônia contou com a presença de representantes das Fundações Estaduais de Pesquisas (FAPs),incluindo a Fundação Araucária, sendo representada pelo diretor científico, tecnológico e de inovação Luiz Márcio Spinosa e pelo gerente de projetos  Nilceu Jacob Deitos, do Governo Federal e do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

A reunião tem como objetivo discutir oportunidades de parcerias nas áreas de inovação e pesquisa nacionais e internacionais entre as Fundações FAPs e outras instituições científicas. Além disso, o evento tem como pauta debater estratégias para superar dificuldades financeiras que vem enfrentado a pesquisa científica no Brasil, em especial no âmbito da pós-graduação.

O presidente do Confap, Evaldo Vilela, destacou que a transposição de tais dificuldades passa pelo empenho da comunidade científica em se aproximar da sociedade e das lideranças políticas de todo o país. Apesar da crise financeira enfrentada pela ciência no Brasil, Vilela destacou que este processo levou a uma aproximação inédita entre as instituições acadêmicas e de pesquisa e o parlamento brasileiro. “Nós saímos da comodidade de acusar a classe política e nos juntamos a eles para explicar porque nosso trabalho é importante. Eles são representantes legítimos do povo. Se eles não nos conhecem, é um quadro que nós precisamos reverter”, avaliou o presidente do Confap.

Desafios
Consenso entre as autoridades que participaram da abertura do fórum é que o maior desafio para a sustentabilidade das instituições científicas do país é a capacidade de converter os resultados da ciência em benefício das pessoas. “Não há um só país no mundo que consegue dar qualidade de vida se não for por meio do conhecimento”, destacou Evaldo Vilela, que considerou ainda que mais do que fomentar pesquisas, as FAPs precisam se consolidar e se fortalecer como agentes fundamentais para o desenvolvimento social.

O secretário de Inovação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul, Luis Lamb, fortaleceu o argumento e declarou que é preciso vencer muitos desafios relacionados à comunicação da ciência brasileira. ”Se as pessoas não sabem da nossa importância, não é culpa delas. Estamos escrevendo textos que elas não entendem ou usando mecanismos que elas não ouvem”, avaliou Lamb.

Evaldo Vilela destacou ainda que, para o fortalecimento da comunidade científica como um todo, é fundamental que cientistas e instituições de pesquisa das áreas tecnológicas se aproximem dos pesquisadores das áreas humanas e sociais. “Precisamos trabalhar com mais interação e caminhar juntos para incorporar talentos das ciências sociais e humanidades para vencer o desafio de produzir ciência que atenda às necessidades do nosso país”, declarou.

Novo Petróleo
Como principal atividade da cerimônia de abertura, o secretário Luis Lamb proferiu palestra em que destacou quais as principais inovações e tendências tecnológicas a que a comunidade científica brasileira deve se atentar. Lamb apresentou dados para evidenciar que o setor de tecnologias da informação e comunicação geram mais desenvolvimento e qualidade de vida o que o petróleo.

A exemplo do Vale do Silício, Luis Lamb destacou que grandes clusters de inovação surgem quando universidade e instituições de pesquisa se abrem para a sociedade. “A Califórnia não era referência em tecnologia. A questão da vocação científica e tecnológica pode ser sim modificada, desde que os setores que detém conhecimento, como as instituições de ciência e tecnologia, liderem esse processo”, ponderou o secretário.

Lamb argumento ainda que o conhecimento que gera tecnologia é a ferramenta com maior potencial de gerar riqueza no mundo de hoje: “O combustível fóssil queima e acaba. Já os dados, o conhecimento, quanto mais utilizados, maior valor vai ter e mais riqueza é capaz de gerar”.

Parcerias Internacionais 

A programação da tarde do Fórum contou com a participação de diversos parceiros internacionais, como: Austrália, China, Coréia do Sul, Japão, Reino Unido e União Europeia.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Fapeg.

Fotos: Jonathan Heckler e Vanessa Barazzetti.