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Consórcio vai apoiar soluções de impacto em Inteligência Artificial

15/06/20
sri_adm

Consórcio vai apoiar soluções de impacto em Inteligência Artificial

O consórcio formado pela Baita AceleradoraEmbrapa Informática Agropecuária e Instituto de Pesquisas ELDORADO foi selecionado em primeiro lugar pelo Programa IA²MCTIC para apoiar o desenvolvimento de soluções em Inteligência Artificial nas áreas de agronegócio, saúde, indústria e cidades inteligentes.

O resultado do edital foi divulgado no último dia 3. Voltado para a aceleração de soluções de impacto e escaláveis de startups, o programa é uma iniciativa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) em parceria com a Softex.

A ideia é que instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e aceleradoras atuem de forma conjunta dando suporte a projetos de startups para a geração de resultados mais robustos, tanto tecnológicos como de negócios.

As ICTs, caso da Embrapa e do Instituto ELDORADO, ficam responsáveis pelo apoio tecnológico e acompanhamento do desenvolvimento da solução, enquanto as aceleradoras, caso da Baita, pelo suporte ao modelo de negócios dos projetos selecionados.

Credenciadas

Ao todo, 13 grupos de aceleradoras e ICTs foram qualificadas para dar suporte técnico e mercadológico aos projetos a serem desenvolvidos no âmbito do Programa IA²MCTIC.

A proposta submetida ao edital pela Baita Aceleradora, em nome dos parceiros, foi classificada em primeiro lugar. Para a seleção, foram avaliados critérios relacionados à infraestrutura e equipe, experiência em aceleração e em pesquisa, desenvolvimento e inovação, redes de relacionamento e parceria, além do alinhamento com as áreas prioritárias do programa.

De acordo com a sócia da Baita, Rosana Jamal, a parceria com a Embrapa Informática Agropecuária e o Instituto de Pesquisas ELDORADO contemplou expertises tecnológicas, do digital ao agronegócio, que podem ser aplicadas a vários segmentos, como soluções em IoT, big data e aprendizado de máquina.

“As três instituições são atuantes no ecossistema de inovação e, juntas, trazem para o programa um track record de centenas de projetos. Nossa expectativa é trabalhar com startups audaciosas, dispostas a quebrar paradigmas e que estão buscando seu espaço no mercado”, afirma.

Silvia Massruhá, chefe-geral da Embrapa Informática Agropecuária, ressalta a importância da articulação de diferentes atores, seja da iniciativa privada, academia, instituições de pesquisa e governos.

“A Embrapa vem se posicionando como facilitadora nesse ecossistema de inovação aberta e o programa é mais uma oportunidade de realizar esse trabalho de forma integrada a fim de fomentar soluções que atendam aos desafios e problemas reais dos diferentes segmentos”.

Em especial no setor agropecuário, ela completa que a agricultura digital vem avançando no País e, cada vez mais, precisará de sistemas inteligentes capazes de transformar toda a gama de dados gerados no campo em informação e conhecimento para a tomada de decisão por parte do produtor rural e também em todos os elos da cadeia.

O superintendente do Instituto ELDORADO, Roberto Soboll, também destaca o modelo de inovação. “O projeto contempla a ideia de inovação aberta, algo que vislumbramos em nosso propósito como Instituto de Ciência e Tecnologia. É inspirador poder contribuir com o ecossistema e com a aceleração digital de startups, juntamente com a Baita e Embrapa, usando nossa sólida experiência no desenvolvimento de soluções inovadoras e impactantes”, afirma.

Cronograma

A próxima etapa do programa vai selecionar projetos de startups, grupos de pesquisa e empresas de tecnologia, que poderão receber aportes totais de até R$ 500 mil reais de investimento. As inscrições estão abertas até o dia 28 de junho e podem ser feitas no site https://softex.br/iamctic.

Podem participar startups e projetos com diferentes níveis de maturidade, inclusive empresas que ainda não atuam com Inteligência Artificial, mas que apresentam potencial para uso da tecnologia para aperfeiçoar uma solução.

Inicialmente, serão selecionados até 100 projetos para a fase de pré-aceleração. Em seguida, 30 destas startups passarão para as fases posteriores, em que poderão participar de rodadas de investimentos para o desenvolvimento da solução e acesso ao mercado. A etapa final do programa vai incluir ainda a participação de empresas com interesse em testar e investir nas tecnologias geradas.

As ICTs participantes também são credenciadas no Comitê da Área de Tecnologia da Informação (CATI/MCTIC) como instituições habilitadas à execução de atividades de pesquisa e desenvolvimento para fins previstos na Lei de Informática, a qual concede incentivos fiscais para empresas do setor de tecnologia que tenham por prática investir em pesquisa e desenvolvimento.

 

Fonte: Ag Evolution