+55 (45) 3529-2045 plataformasri@pti.org.br

Empresários e professores discutem desafios para a formação dos profissionais de T.I.

25/04/19
sri_adm

Empresários e professores discutem desafios para a formação dos profissionais de T.I.

Cerca de 70 representantes do setor empresarial da área de Tecnologia da Informação e dos cursos de T.I. das instituições de ensino superior do Paraná, participaram nesta terça-feira (23), no Campus da Indústria em Curitiba, do “Workshop T.I. PR 2019: Diálogos e perspectivas para a formação de profissionais de T.I. para os próximo anos”.

O evento promovido pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-Pr), Fundação Araucária e Celepar – Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná, com o apoio FIEP-PR e Paraná Metrologia, foi realizado com o objetivo de discutir os desafios atuais e futuros para a formação dos profissionais de T.I. Esses insights subsidiarão a construção de uma Agenda Interinstitucional para a Formação dos Profissionais de T.I. do estado no contexto da reinvenção digital dos negócios e da sociedade.

“Precisamos aproximar mais as instituições de ensino do setor empresarial e eventos como estes são importantes para traçarmos estratégias em conjunto e para que as empresas apresentem suas demandas,” ressaltou o vice-presidente da Assespro, Ailton Renato Dorl.

O presidente da Araucária, Ramiro Wahrhaftig, enfatizou o interesse do Governo do Estado em Inovação e Transformação Digital para que o Paraná Inovador seja uma realidade e traga com principal resultado a geração de riquezas. “Temos que aproveitar este momento e criarmos uma mobilização efetiva para avançarmos nestas questões. Na academia precisamos aproveitar não só a pós-graduação e a pesquisa, mas também a extensão.”

Afirmou ainda que “os profissionais de T.I. têm um papel fundamental no desenvolvimento do Paraná e que estes ativos precisam ser motivados para integrar os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs).”

Um panorama de T.I. encomendado pela Assespro-PR foi apresentado pelo professor e pesquisador da Universidade Federal do Paraná, Vítor Pelaez. Os dados mostram que o Paraná teve um crescimento acelerado de qualificação dos profissionais da área nos últimos dez anos mas que ainda está aquém da expectativa do setor empresarial. Aparece como 2º estado na oferta de mão de obra, perdendo apenas para São Paulo, mas está em 5º em geração de empregos na área.

“Temos alguns fatores preocupantes como um salário bem abaixo da média nacional, que pode ser um dos motivos do alto índice de desistência dos estudantes destes cursos. Se queremos um Estado inovador essas pessoas devem ter uma boa motivação. Há uma demanda de mão de obra que não está sendo atendida e precisamos descobrir como atrair pessoas para este setor”, lembrou Pelaez.

Ele afirmou ainda que uma das estratégias é motivar o aluno já no ensino médio. “De alguma forma é preciso incentivar os estudantes já na base para ingressarem nesta área.”

Opinião compartilhada com o coordenador do curso de Ciência da Computação da Universidade Estadual do Oeste do Paraná – Unioeste/Foz do Iguaçu, Cláudio Roberto Marquetto Maurício. “O desinteresse dos estudantes do ensino médio está muito ligado à desinformação. Percebemos que muitos dos nossos alunos optam pelo curso porque gostam de computador e quando chegam na universidade apresentam dificuldade até mesmo em cálculos básicos.”

O presidente da Celepar, Allan Costa, apresentou o projeto Startup Match, iniciativa que conecta universidades, startups e a Celepar em uma plataforma de inovação aberta e que conta com o apoio da Araucária. “Esta foi uma grande oportunidade de ilustrar o potencial do projeto Startup Match, em um evento que abordou o futuro da tecnologia e também a importância da conectividade.”

Um dos principais desafios, segundo o presidente da Assespro-Pr, Adriano Krzyuy, é melhorar a qualificação de mão de obra no setor e destacou ainda que outra grande dificuldade é a tributação. “Principalmente a incidência de Imposto sobre Serviço (ISS), que em Curitiba é de 5% enquanto que em outras capitais é de 2%. Temos um trabalho árduo a fazer enquanto empresários e desafiador no lado da academia. Enquanto empresário percebo muito que faltam conhecimentos da educação básica também.”

 

Fonte: Fundação Araucária