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Fazendas verticais vão movimentar US$ 1,5 bilhão ao ano até 2030

27/04/20
sri_adm

Fazendas verticais vão movimentar US$ 1,5 bilhão ao ano até 2030

As fazendas verticais já movimentam US$ 781 milhões ao ano e devem chegar a US$ 1,5 bilhão em todo o mundo em 2020. Esta á a previsão do relatório de inteligência de marcado IDTechEx “Vertical Farming: 2020-2030“, que prevê um crescimento anual de 6,85% no segmento.

Quanto a captação de investimentos, as fazendas verticais já somaram U $ 1 bilhão em financiamento desde 2015. Investimentos de alto nível incluem a nova-iorquina AeroFarms, que arrecadou US$ 100 milhões em 2019 para cultivo aeropônico, e a californiana Up Plenty que levantou US$ 200 milhões em 2017.

Esta última, inclusive, em uma rodada de financiamento liderada pelo SoftBank Vision Fund, juntamente com apoiadores, como Jeff Bezos e o presidente da Alphabet, Eric Schmidt.

Na Ásia, a indústria já está bem estabelecida. O Japão, por exemplo, conta atualmente com mais de 200 fazendas verticais. A líder é a Spread Co. que produz 30.000 cabeças de alface por dia em sua planta de alta tecnologia a Techno Farm Keihanna.

Brasil 

Grandes cidades brasileiras também começaram a ganhar “fazendas urbanas” como modelo de sustentabilidade para a produção de frutas, legumes e verduras. Existem pelo menos dois exemplos de como um dos maiores países agrícolas também procura obter produção dentro das terras urbanas.

A “Pink Farms” está localizada em São Paulo, a maior cidade da América do Sul. Atualmente, a estrutura possui 750 m² para produzir todos os tipos de verduras, como alface, rúcula, acelga, espinafre, manjericão, microgreens, entre outros.

Os moradores de Porto Alegre (RS) também estão prestes a ter uma horta urbana inteligente às margens do rio Guaíba, o principal ponto turístico importante da cidade. O projeto denominado Smart Local Farms terá 600 m² de estufas em uma área total de 100 mil m² com os conceitos de produção orgânica, hiperlocal e sustentável.

Desafios

Segundo o relatório IDTechEx, o crescimento na América do Norte e na China devem seguir impulsionando o setor que, contudo, também contou com diversas falências.

Um dos motivos são os custos de energia para manter um ambiente controlado 24 horas por dia, 7 dias por semana, e com as dificuldades de coordenar o processo de trabalho intensivo da administração de uma fazenda vertical.

No entanto, as empresas continuam otimistas, com os avanços na tecnologia de iluminação e automação ajudando a moldar o futuro do cultivo interno, afirma o relatório.

Custos

Um dos principais desafios para o setor agrícola vertical é, de acordo com a IDTechEx, os custos de energia e mão de obra. As fazendas verticais enfrentam uma decisão difícil entre os custos iniciais altíssimos para instalações automatizadas ou instalações mais baratas com menos automação e custos mais altos de mão-de-obra.

O relatório afirma que muito poucas fazendas verticais, atualmente, operam com lucro. Se o entusiasmo do investidor diminuir, as empresas que não estiverem operando com eficiência poderão sofrer.

Ambiente controlado

A agricultura vertical usa condições de crescimento cuidadosamente controladas para produzir rendimentos muito acima do normal. No entanto, além dos custos de mão-de-obra e eletricidade, outra desvantagem é a limitação a verduras, legumes e algumas frutas.

“Embora este seja um mercado valioso em si, é improvável que revolucione a produção global de alimentos”, afirmam os autores do estudo da IDTechEx com base em entrevistas com 16 grandes players do setor.

Fonte: AG Evolution