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Parques Tecnológicos induzindo o ambiente de inovação

04/05/20
sri_adm

Parques Tecnológicos induzindo o ambiente de inovação

Parques Tecnológicos são mecanismos completos em sua concepção e mesmo na relação com o ecossistema, também muito eficazes na promoção do desenvolvimento econômico, e como tal, deveriam despertar maior atenção como política de inovação para fins de suprir tal lacuna no nosso país, cujo desenvolvimento desses ambientes pode-se dizer que ainda possui resultados de certa forma tímidos.

Enquanto algumas correntes defendem que nesse sentido há um espaço a ser preenchido no Brasil com a criação de novos parques tecnológicos, acesse em: Parques Tecnológicos: Ambientes de Inovação, diante de um contexto de transformações, principalmente em que a sociedade tem passado, e pela ótica da efetividade, podemos fazer uma análise que permita concluir [ou pelo menos refletir] se muitas das regiões que procuram desenvolver essas iniciativas de Parques Tecnológicos, já estão preparadas o suficiente em relação aos seus ativos de inovação e nas inter-relações do ecossistema local de inovação, ou se ainda existe certa carência ao atendimento dos requisitos necessários para a implantação de um Parque Tecnológico. Veja mais no site da Anprotec: www.anprotec.org.br.

Parques Tecnológicos são ambientes de inovação que devem ser constituídos e estruturados com a missão de transformar conhecimento em riqueza. E os parques quando bem conduzidos, facilitam o processo de inovação, principalmente quanto às condições favoráveis que este traz para a transferência de tecnologia dos centros geradores de pesquisa para o setor produtivo e que, por este motivo, são considerados mecanismos eficazes na promoção do crescimento econômico.

Os parques ainda são complexos de desenvolvimento onde potencializam tecnologias baseadas no conhecimento por meio de integração da pesquisa científica-tecnológica, dos negócios-empresas e das organizações governamentais em um local físico, onde o suporte entre estes é ofertado. Os parques tecnológicos também são conhecidos pela oferta de infraestrutura, realização de eventos como feiras, exposições e conexões de mercado.

Um estudo que gosto, sob análise das perspectivas no panorama dos parques no Brasil, foi realizado pelo Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico da Universidade de Brasília – CDT/UnB, e lá em 2013 mapeou um total de 94 iniciativas de implantação de parques tecnológicos. E o que essa pesquisa trata de tão interessante? É que mostra dos 80 parques existentes a época, constatou-se que foram gerados mais de 30 mil empregos em suas localidades, e destes, a grande maioria dos profissionais empregados são de nível superior com 13% pós-graduados (entre mestres e doutores). O que revela o grau elevado de escolaridade dos ativos humanos existentes nesses habitats de inovação, e tudo isso é bastante animador, pois representa um crescimento de 27% em relação aos dados auferidos pela Anprotec 5 anos antes.

Mas ao mesmo tempo constitui-se como um desafio, ao passo que esse tipo de informação é muito importante para o processo de planejamento e concepção, pois contribui para que possa ser compreendido na sua melhor dimensão e oportunidades na consolidação de um Parque Tecnológico como mecanismo de avanço econômico, social e tecnológico no ambiente em que está inserido. Ou seja, para existir as condições adequadas é necessário um capital intelectual instalado antes, e mais do que isso, precisa haver pesquisa aplicada suficiente e com capacidade de gerar inovação.

O Sistema Estadual de Parques Tecnológicos do Paraná – SEPARTEC elencou no processo de credenciamento provisório de parques e iniciativas, 18 ambientes de inovação com essas características em todas as regiões do estado. Se tiver o interesse em acessar a publicação completa no Manual de Boas Práticas do SEPARTEC, deixe nos comentários que envio pra você 😉.

Mas e como saber se o caminho é a criação de um Parque Tecnológico?

Segundo um estudo feito por Desirée Zouain e Ary Guilherme Plonski existem 6 passos para a verificação quanto ao atendimento dos requisitos de implantação de um parque tecnológico. E em seus estudos, os autores delimitam as etapas que podem determinar a viabilidade de implantação de um parque, a saber são elas: Etapa 1: Conceituação e caracterização de parque tecnológico; Etapa 2: Realizar análise da região; Etapa 3: Caracterização do mercado e vocação da região; Etapa 4: Elaboração de Masterplan conceitual; Etapa 5: Verificação de viabilidade econômico-financeira; e Etapa 6: Animação e articulação, mas esse será o assunto do nosso próximo texto aqui na Comunidade Ambientes de Inovação.

Referências para esse monte de informação:

NOCE, Adriana Ferreira Soares. O processo de implantação e operacionalização de um parque tecnológico: um Estudo de Caso. 2012.

ZOUAIN, Desirée Moraes; PLONSKI, Guilherme Ary. Parques Tecnológicos: planejamento e gestão. Anprotec, 2006.

Fonte: Comunidade Sebrae