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Projetos preveem construção de megalópole e de sociedade 5.0

30/12/19
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Projetos preveem construção de megalópole e de sociedade 5.0

Mesmo após três meses da realização do Workshop Reino Unido – Brasil “Financiamento do desenvolvimento urbano resiliente ao clima”, sendo uma parceria entre a Universidade de York (UK) e a Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) – BR com apoio da Universidade de Leeds (UK), e financiado pela iniciativa British Council Researcher, com apoio do Fundo Newton e da Confap/Fundação Araucária, às equipes formadas continuam elaborando suas pesquisas e apresentando soluções sustentáveis que possam melhorar a condição climática e ambiental do mundo.

Um dos projetos criados pelos pesquisadores é o surgimento de uma megalópole abrangendo a tríplice fronteira até 2070. O plano de pesquisa e interação de gestão foi realizado com os gestores municipais, já que são os tomadores de opinião, nos três países: Brasil, Paraguai e Argentina.

Irene Carniatto de Oliveira é coordenadora geral do Centro de Ensino, Pesquisa e Extensão em Proteção e Desastres – CEPED da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste). Ela afirma que “essa megalópole na tríplice fronteira vai abranger cidades dos três países que são próximas, como Ciudad del Leste (PY), Pedro Juan Caballero (PY), Salta (ARG), Foz do Iguaçu (BR), entre outras. Nós fizemos uma solicitação, já que no Paraguai o ciclo é grande, então que na parte brasileira, o alcance chegasse a Cascavel também. Por aqui tivemos grande participação e a Unioeste é a que mais tem contribuído para o desenvolvimento dos projetos” complementa.

Além disso, Irene comenta que esse pensamento já está em elaboração por pessoas que planejam o futuro do mundo. “Por conta disto, nós já temos trabalho desde o ano passado, conseguindo passar para este ano, um projeto financiado pelo Fundo Newton e o Conselho britânico e no Brasil, pelo CNPq e a Fundação Araucária, oficinas para formação de gestores e, junto a isto, organizar uma formação de rede internacional de pesquisadores resilientes ao clima, que foi criada em setembro durante o workshop”.

A primeira oficina foi realizada nos dias 12 e 13 de dezembro no Paraguai e em Foz do Iguaçu, tendo representantes dos três países. A equipe paraguaia esteve em peso. Da Argentina, apenas duas universidades estiveram presentes. Além de representantes do Departamento do Alto do Paraná. Irene explica que o conceito de departamento para os paraguaios, é o mesmo que estado para os brasileiros. “Nessa oficina, nós pudemos apresentar ao departamento em que estiveram os secretários e o chefe de gabinete do governador, o projeto de rede de pesquisa conjunta Brasil-Paraguai-Argentina, que por meio do país brasileiro se conecta com o Reino Unido. Eles ficaram muito felizes com as propostas. De público, nós tivemos 70 representantes, dentre eles universidades, instituições, professores e escolas”.

Aproveitando o evento, foi lançado no dia 13, o Conselho Latino-Americano Sociedade 5.0 Brasil, por um grupo de pesquisadores o qual Irene faz parte, e sem setembro 2019, no Prêmio Líderes para o Desenvolvimento Sustentável na América Latina, ganhou pela trajetória de pesquisas sustentáveis. Um dos objetivos que Irene destaca é trabalhar para uma sociedade moderna que emerge a partir da quarta revolução industrial. Essa sociedade totalmente digitalizada, que trabalha muito mais na interação homem-máquina. Para mais, ela explica que o ser humano não trabalha para a máquina, mas sim para as pessoas e ainda que a sociedade 5.0 está voltada para as pessoas, à qualidade de vida e principalmente para os jovens. Para que eles, juntos aos mais experientes, possam atribuir da experiência dos mais velhos com o sonho da juventude de melhorar o mundo.

Além do mais, Carniatto descontrói o pensamento de que a máquina irá substituir o homem. “A interação é para facilitar o homem na execução das tarefas”.

Outra oficina já está marcada para os dias 16 e 17 de janeiro, e Irene comenta que mesmo todos estando de férias, não impediu de 57 gestores marcarem presença.

Texto: Luis Gustavo

Fonte:  Unioeste