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Universidades estaduais estão entre as melhores da América Latina

25/06/19
sri_adm

Universidades estaduais estão entre as melhores da América Latina

As universidades estaduais de Londrina (UEL), Maringá (UEM), Ponta Grossa (UEPG) e do Oeste do Paraná (Unioeste) estão entre as melhores instituições de ensino segundo o “Latin America University Rankings 2019” da revista inglesa Times Higher Education (THE), publicado nesta terça-feira (18). As universidades melhoraram seus desempenhos em todos os indicadores analisados pela THE.

A classificação utiliza 13 indicadores de desempenho que são aplicados no “THE World University Rankings”. São avaliados critérios de ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e perspectivas internacionais. O Brasil é o país mais representado na tabela, conquistando mais de um terço de todos os lugares e seis dos dez primeiros colocados. No total foram 52 universidades avaliadas, 9 a mais do que em 2018.
Segundo o superintendente de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior Aldo Bona o ranking demonstra a consolidação do trabalho desenvolvido nas universidades. “As universidades estaduais são polos geradores de conhecimento por meio do ensino, pesquisa e das atividades de extensão. A classificação alcançada no ranking projeta as instituições entre as melhores da América Latina”.
 A UEL é a universidade mais bem classificada do estado, saltando da posição 48ª em 2018 para 39ª neste ano. A universidade também se destacou nos critérios de pesquisa e ensino ficando entre as 29 melhores da América Latina. A instituição também está presente entre as 800 melhores universidades do mundo, segundo o QS World University Rankings, também divulgado nesta terça-feira, pela consultoria britânica especializada em ensino superior Quacquarelli Symonds.
 Para a diretora de Avaliação e Informação Institucional, da Pró-reitoria de Planejamento da UEL, Elisa Emi Tanaka Carloto, a melhoria da avaliação da UEL é reflexo do esforço da comunidade universitária na geração de conhecimento, formação de recursos humanos de alto nível acadêmico e no desenvolvimento de tecnologias.
 A UEM ficou classificada entre a posição 71ª e 80ª na classificação geral e entre as 55 mais bem avaliadas no quesito ensino. Para a coordenadora de Planos e Informações da UEM, Márcia Samed, “os resultados dos rankings proporcionam um entendimento sistêmico da instituição, pois apontam os caminhos em que conseguimos alguns avanços e sinalizam as insuficiências que precisam ser corrigidas”.
Já a UEPG está entre as 58 melhores instituições no que diz respeito a ensino e entre as 66 melhores em número de citações. As citações refletem a influência da universidade na disseminação de conhecimento pelo mundo. Ao todo o ranking avaliou mais de 62 milhões de citações em 12 milhões de artigos de periódicos, anais de congressos e capítulos de livros publicados ao longo de cinco anos. Os dados incluem as 23.000 revistas acadêmicas indexadas pelo banco de dados Scopus da Elsevier e todas as publicações indexadas entre 2012 e 2016. No ranking geral a universidade ganhou 10 posições e está entre as 80 melhores da América Latina.
Segundo o reitor da UEPG Miguel Sanches Neto a universidade tem se dedicado a fornecer os dados para o ranking com o objetivo de dimensionar a qualidade das atividades desenvolvidas. “A atual administração tem focado na alimentação de todos os dados fornecidos à revista THE para mensurar a real dimensão da universidade. Acreditamos que vamos continuar subindo nos rankings com os investimentos estratégicos que estamos realizando”.
Em comparação com o ranking de 2018 a Unioeste avançou nos tópicos de “relação com a indústria”, ensino e pesquisa. A universidade ocupa a 84ª posição em inovação e oferta de soluções para a iniciativa privada. Essa categoria avalia a transferência de conhecimento observando a receita de pesquisas que uma instituição obtém da indústria. A categoria indica quanto as empresas estão dispostas a pagar pela pesquisa produzidas por uma universidade e a capacidade de atrair financiamento no mercado comercial. Nas demais avaliações a universidade ficou entre as 100 melhores da América Latina.

“Apesar de sermos uma universidade do interior do Estado, conseguimos uma grande inserção na indústria e isso beneficia o ensino e a pesquisa no meio acadêmico, além de contribuir para o desenvolvimento regional”, afirma o pró-reitor de pesquisa e pós-graduação da Unioeste Reginaldo Ferreira dos Santos.

 

Fonte: Seti